(English version)
Sim, cumpri minha promessa de ano novo: 2011 se passou e não comprei sapato algum e só comprei roupas realmente necessárias e justificadas (veja aqui). Ah, não estava na promessa, mas acabei não comprando acessórios também - achei que seria não seria justo.
Sim, cumpri minha promessa de ano novo: 2011 se passou e não comprei sapato algum e só comprei roupas realmente necessárias e justificadas (veja aqui). Ah, não estava na promessa, mas acabei não comprando acessórios também - achei que seria não seria justo.
A promessa foi feita com um propósito: deixar de gastar dinheiro e economizar para pagar e decorar o apê. Quando vejo que um ano todinho se passou e eu cumpri minha promessa, fico pensando nas coisas que aprendi. As mais importantes, divido com vocês.
1. A força que uma promessa pode ter. No começo, foi bem difícil. Eu estava naquele espírito consumista, de que quer e precisa de tudo. A cada vitrine que eu olhava, parecia que um sino tocava na minha cabeça, dizendo: "Você fez uma promessa! Esse dinheiro pode pagar seu apê! Fez uma promessa! Pode pagar um tapete! Não compre, pela promessa"! Depois, nossa mente fica tão treinada que só pensa na promessa. E depois, vai dando um orgulhinho de estar cumprindo. Agora, no fim, dá um super orgulho de ter conseguido!
E, quando a gente deixa de gastar por opção, consegue ver as nossas reais necessidades . Eu nunca fui de fazer loucuras com compras (gastar mais do que eu podia e ficar devendo... ou comprar algo abusiva e absurdamente caro porque eu tinha gostado...), mas sempre gostei de comprar. E sempre soube que comprava coisas demais e eu porque gostava delas. Porque era bonitas, ou porque faziam meu estilo. Porque eram da cor favorita, ou porque me encantavam. E percebi que o meu pensamento estava um tanto viciado.
Lição 1: Dá para cumprir promessas de ano novo, sim.
Lição 2: Você nem sempre compra porque precisa, mas porque quer.
Lição 2: Você nem sempre compra porque precisa, mas porque quer.
2. Que a criatividade tem que ser um exercício diário. Olha, eu tenho bastante criatividade desde sempre. Mas, como sou formada em Direito (e eu amo o que faço), uma das coisas que quase não uso na minha profissão é justamente a criatividade. Então, desde que comecei pelos caminhos jurídicos, passei a exercitá-la em outras coisas: roupas e decoração, principalmente. Este ano, então, foi exercitada todo santo dia, pois tentava mostrar sempre combinações diferentes. Mas no inverno, que foi BEM rigoroso, confesso que foi mais difícil. Até mesmo porque as roupas foram ficando gastas (de uso mesmo). Foi tão difícil quanto o período em que engordei. E aí? O que a gente faz quando engorda, não está comprando e não entra mais em roupas? Ainda bem que eu sempre fui fã de roupas mais folgadinhas...
Mas, nem sempre o exercício da criatividade deu certo, é verdade. E só pude perceber isso quando olhava o resultado na foto ou quando o post não tinha comentários de vocês, rsrsrs.
Mas, nem sempre o exercício da criatividade deu certo, é verdade. E só pude perceber isso quando olhava o resultado na foto ou quando o post não tinha comentários de vocês, rsrsrs.
Lição 3: A criatividade pode te ajudar a conviver com seu guarda-roupa.
Lição 4: O erro e o acerto nascem da criatividade.
3. O estilo e a moda. Depois de um tempo sem comprar, você percebe que não é tão difícil passar sem adquirir coisinhas da moda. Às vezes é chato, mas não é difííííícil. O difícil de verdade é não comprar algo que é o seu estilo, que você queria faz tempo, e que entra na moda! Tem algumas coisas que você não acha em lojas sempre para vender e tem que "aproveitar" quando estão na moda. A calça vermelha (que procurei por tanto tempo, antes deste ano) foi a tendência que mais senti por não ter. Eu já tive uma calça vermelha um tempo atrás, na época da facul, e amava. Ela foi tão usada que, quando doei, já estava até meio rosa, rs.
Coisas básicas e/ou clássicas também me ajudaram a usar o guarda-roupa do ano passado, retrasado e assim por diante (tenho roupas bem antiguinhas, e esta é a vantagem de comprar coisas mais clássicas, básicas e boas). E o estilo é o que te deixa bem sempre: eu sempre tive algumas peças que amava, mesmo quando não estavam na moda - e isso ajuda muito a se sentir bem mesmo sem aquela peça moderninha.
Coisas básicas e/ou clássicas também me ajudaram a usar o guarda-roupa do ano passado, retrasado e assim por diante (tenho roupas bem antiguinhas, e esta é a vantagem de comprar coisas mais clássicas, básicas e boas). E o estilo é o que te deixa bem sempre: eu sempre tive algumas peças que amava, mesmo quando não estavam na moda - e isso ajuda muito a se sentir bem mesmo sem aquela peça moderninha.
Lição 5: O meu estilo é formado pelo que eu gosto, com ajuda da moda, do clássico e do básico.
4. Preto é preto. Eu me considero uma pessoa colorida. Dificilmente saio toda de preto ou combino com preto porque é mais fácil. Ainda mais sapatos! Adoro dar uma pitada de cor na roupa pelo sapatinho! Mas tenho que admitir: minha sapatilha e meu sapato de salto médio pretos se foram. Ééééé... na caaaaara.
Lição 6: O pretinho é um básico, é um clássico e é o que você mais sente falta quando fica sem, por mais colorida que você seja.
5. Comprar menos está em alta. A mais famosa no Brasil é a Jojo, do Um ano sem Zara, mas já vi várias blogueiras fazendo promessas de não comprar ou outras intenções semelhantes. Quase um slow fashion (em analogia ao slow food). Às vezes tem um objetivo específico (comprar um apê ou colocar as contas em ordem), outras vezes é pela conscientização, outras pelo simples desafio. Mas vale a pena parar as compras um pouquinho... ou por um ano.
Além disso, depois deste período, é interessante olhar as vitrines com outros olhos e até mesmo se pegar pensando "bonito (e ponto final)", sem vontade alguma de comprar.
Lição 7: Comprar menos é tendência.
E que as novas promessas de ano novo apareçam!
F e l i z 2 0 1 2 !

